Blog

29 Out 2020 - em Disfunção de ATM

A disjunção de maxila cirurgicamente assistida sempre é necessária?

TEXTO EXPLICATIVO A PACIENTES QUE IRÃO SER SUBMETIDOS AO PROCEDIMENTO DE EXPANSÃO DE MAXILA

Sempre que nos referimos ao tratamento das deformidades dentofaciais falamos em correções das alterações esqueléticas (problemas no crescimento dos ossos dos maxilares) em sentido sagital, transverso e vertical, sendo que as mesmas podem ser corrigidas tanto em um tempo quanto em dois tempos cirúrgicos, ou seja, uma cirurgia que corrige todas as alterações ou duas cirurgias separadas para correção independente das alterações.

Um detalhe de extrema relevância com relação as discrepâncias transversas (lado a lado) é que somente podem e devem ser avaliadas quando da correta correção sagital (ântero posterior) para podermos determinar a existência e a magnitude da mesma, sendo que às vezes em uma análise de modelos quando reposicionados em uma correta relação sagital, a discrepância sagital pode ser menor ou maior que a avaliada ou mesmo não existente.

A técnica da osteotomia Le Fort I com segmentação da maxila permite a correção das discrepâncias sagitais e transversas simultaneamente sem a necessidade de duas intervenções cirúrgicas. Raramente à luz dos atuais conhecimentos uma discrepância transversa maior de 4mm de bases ósseas posteriores existe.

 

Sob o ponto de vista histórico da indicação da expansão de maxila a mesma é cada vez menos utilizada no tratamento das deformidades dentofaciais e seus riscos e consequências, que muitas vez são experimentados pelos pacientes, anos após sua execução como a criação de perdas ósseas periodontais (defeitos periodontais) com retração gengival, uma vez que os dentes suportes do disjuntor maxilar (caninos e molares) sofrem um torque excessivo.

Adicionalmente, entre os incisivos maxilares aonde a separação das maxilas ocorre, existem riscos de perdas ósseas e gengivais com possível criação de um buraco negro, uma área cuja riqueza estética é fundamental. O vetor de separação das maxilas com sua resultante, leva a uma anatomia do arco maxilar de difícil compatibilização ortodôntica e dentária com o arco mandibular quando da correção final das discrepâncias dos maxilares.

Sendo assim uma disjunção de maxila prévia a qualquer intervenção ortognática é cada vez menos necessária e acaba por causar danos adicionais com relação inter arcos muitas vezes não compatíveis. Um dos exemplos, é a do paciente relação classe II, entre os maxilares que, quando avançamos a mandíbula em modelos, percebemos uma falsa relação de deficiência transversa posterior que pode ser facilmente corrigida com segmentação de maxila no mesmo tempo cirúrgico da osteotomia Le Fort I.

............................................

Dr. Pablo Leite
CRO/SC 6944

Curtiu? Compartilhe com seus amigos

Rio do Sul

Telefone para contato
(47) 9 8864-0770 (WhatsApp)
Horário de Atendimento
Segunda à Sexta - 8h às 12h e 13h30 às 18h
 
Endereço
Rua Tuiuti, Ed. Tuiuti, 181 - Sala 103
Centro - Rio do Sul/SC CEP 89160-045

Blumenau

Telefone para contato
(47) 9 8864-0770 (WhatsApp)
Horário de Atendimento
Quarta - 8h30 às 12h e 14h às 18h
Outros dias consultar via telefone.
Endereço
Rua Dr. Amadeu da Luz, 122 Sala 81
Centro - Blumenau/SC CEP 89010-160