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15 Abr 2018 - em Cirurgia Maxilofacial

Cirurgia Ortognática Classe 2: Quais são os riscos? Dr. Pablo explica

Os pacientes que são classe 2 e irão ser submetidos a cirurgia ortognática geralmente possuem uma relação posteriorizada de ambos os maxilares, e provavelmente a melhor correção da harmonia facial irá acontecer somente com um avanço de ambos os maxilares tanto o superior quanto o inferior (maxila e mandíbula).

Assim esse avanço bimaxilar necessita de um adequado suporte, apoio para sua manutenção após a cirurgia e sua estabilidade a longo prazo garantindo que os resultados funcionais e estéticos perpetuem. Todo esse suporte é fornecido pela estrutura condilar que é a articulação entre o maxilar e crânio, ela é responsável pelos movimentos da mandíbula.

Cirurgia Ortognática Classe 2: Quais sãos os riscos

 

 

Estrutura Condilar - Cirurgia Ortognática Classe 2

A articulação temporomandibular (côndilo) é a estrutura sobre a qual o complexo maxilomandibular é apoiado. Sua saúde e integridade garantem o sucesso das cirurgias ortognáticas.

 

 

Neste contexto, de particularidade em pacientes classe 2, existe em alguns pacientes um hipodesenvolvimento condilar, (côndilo pequeno e pouco resistente a cargas), fazendo com que o mesmo não suporte à modificação de cargas sobre ele após o avanço dos maxilares.

Havendo essa sobrecarga estrutural, poderá ter início um processo de reabsorção (destruição) da estrutura condilar que levará à recidiva dos resultados. Adicionalmente, este processo de destruição condilar geralmente é acompanhado de sintomatologia dolorosa articular (ATM) espontânea e limitações dos movimentos mandibulares com variadas alterações funcionais após a cirurgia ortognática classe II.

Existem meios de prever esta possível destruição do condilar, pré operatoriamente, através de análises tomográficas dos côndilos mandibulares avaliando sua estrutura de volume (pequenos/ delgados ou grandes/ volumosos) e seus limites estruturais (corticalizados ou não), avaliando a presença ou não de sintomatologia.

Todos estes parâmetros devem ser tratados e controlados no pré-operatório e assim previne-se de maneira quase efetiva a ocorrência de reabsorção condilar e a falha no resultado da cirurgia ortognática classe 2.

Pacientes classe 3 apresentam uma estrutura condilar mais ampla, ocupando toda a cavidade articular. Estes suportam melhor as forças impostas pelas mudanças no posicionamento do maxilares.

Pacientes classe 2 geralmente apresentam uma estrutura condilar mais delgada e mais vulnerável a reabsorção e outros processos patológicos após a cirurgia ortognática.

Visão aproximada do côndilo mandibular (articulação temporomandibular) de um paciente classe 2. Observe que a articulação não ocupa todo o espaço articular e apresenta uma dimensão muito pequena.

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